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Notícias

  24/05/2018 

Preço dos combustíveis, protestos dos caminhoneiros, desmonte do Estado: SINDSIFCE convida à reflexão

Neste momento em que assistimos a grandes manifestações de protesto contra os sucessivos reajustes dos combustíveis, com destaque para os bloqueios feitos por caminhoneiros, em diversos pontos de cada Estado, incluindo as capitais, o SINDSIFCE convida a uma reflexão: o que levou a essa situação? O que está realmente por trás dessa disputa?

A sociedade está indignada com a escalada do preço da gasolina e do diesel. Não são, ao contrário do que alguns possam dizer, preços que impactam somente sobre o bolso da classe média, de quem tem carro ou moto. São valores que têm consequências diretas sobre toda a economia, penalizando principalmente os mais pobres, que lutam para sobreviver e passam a enfrentar também elevados reajustes de preços sobre todos os produtos essenciais do dia a dia, diante do custo dos fretes.

Porém, quando a gasolina custava menos da metade do preço de hoje, ainda durante o governo Dilma, certos setores da classe média se animaram a protestar, sair às ruas de verde e amarelo e até a produzir um adesivo machista e repugnante, que entrou para a história como marca de uma nova época de ódio e intolerância.

De lá para cá, a gasolina dobrou de preço, no Ceará, por exemplo. Em Pernambuco, com os bloqueios de estradas pelos caminhoneiros, já há postos vendendo o litro do combustível a R$ 7,00. Coincidência? Acaso? Mera circunstância, que logo será superada? Definitivamente, não!

A lógica do desmonte do Estado

Ao assumir o poder, implementando uma estratégia que partiu do falso argumento de "pedaladas fiscais", Temer apressou-se a colocar em prática seu projeto de desmonte do Estado brasileiro. Conseguiu impor o congelamento de investimentos sociais, inclusive em saúde e educação, por 20 anos. Também promoveu o fim dos direitos trabalhistas e, veja só, a entrega do pré-sal para empresas estrangeiras.

Isso mesmo! O petróleo do pré-sal, que poderia estar sendo utilizado tanto para abastecer o mercado interno quanto para garantir, com sua venda no exterior, mais recursos para saúde e educação, como estava previsto em lei, agora é entregue às empresas internacionais, sem a devida contrapartida social ao povo brasileiro.

População paga a conta

Resta ao cidadão e à cidadã pagar mais de R$ 5,00 em cada litro de gasolina, mesmo tendo o Brasil como um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Isso porque Temer, em mais uma atitude para pagar a conta do golpe ao grande capital financeiro, nomeou o burocrata Pedro Parente para comandar a Petrobras e impor uma "política de reajuste automático", elevando o preço dos combustíveis, em certos momentos, até várias vezes por semana, ao sabor do mercado internacional.

"De que serve então a Petrobras?", pergunta-se, muitas vezes, o brasileiro, sem compreender que a empresa que poderia fazer a diferença tanto para preços mais baixos de combustível para o mercado interno (como acontece nos EUA, por subsídio do governo) quanto para impulsionar o desenvolvimento e o social está sendo na verdade obrigada a seguir os piores passos de uma política neoliberal, entreguista, traidora do povo.

O SINDSIFCE se solidariza aos trabalhadores caminhoneiros em greve e a todos os brasileiros que sofrem com a alta dos combustíveis, mas conclama a uma reflexão mais ampla, sobre esses e outros fatores que nos trouxeram até aqui. Inclusive sobre a possibilidade de que toda essa situação venha a constituir uma grande cortina de fumaça, com alguns buscando o caos social, de propósito, para gerar um pretexto para forte repressão policial ou mesmo a concretização de um temido novo golpe militar.

Os trabalhadores também estranham fortemente a articulação dos patrões - os donos das grandes empresas transportadoras de mercadorias. Os mesmos que há dois anos pararam seus caminhões nas rodovias federais para pressionar pelo golpe, pela destituição da presidente legitimamente eleita. Com apoio de setores da classe média e da grande imprensa.

Pararam naquela ocasião para agir politicamente em defesa da classe empresarial. Agora, com a gasolina e o diesel nas alturas,são obrigados a parar. Ironia da história e necessidade de reflexão e ação para sairmos dessa encruzilhada.

A Diretoria Colegiada do SINDSIFCE

Última atualização: 30/05/2018 às 09:57:37
 
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