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Notícias

  04/09/2019 

SINDSIFCE presta solidariedade aos profissionais da Educação de Fortaleza, diante de covarde ataque com "fake news". Confira nota

No início desta semana, as professoras e os professores da rede municipal de Fortaleza foram alvo de calúnia e perseguição ideológica por grupos alinhados à extrema-direita do Brasil. Em vídeo, a jornalista Regina Villela distorce, de forma grosseira, o uso do material que seria utilizado em formação de coordenadores pedagógicos da educação infantil – que no mês de agosto, teve como tema “Sexualidade na Primeira Infância".

Com o apoio de um deputado estadual do PSL, André Fernandes (que está sendo processado pelo Conselho de Ética da Assembleia, justamente por quebra de decoro), a jornalista alardeia que o material se compõe de uma "cartilha" a ser distribuída e implementada nas creches públicas de Fortaleza. O SINDSIFCE teve acesso ao material na íntegra e constatou que, na verdade, trata-se de slides para um encontro de formação educacional.

Como qualquer pesquisa e estudo científico, o material se inicia com um resgate histórico e contextualização do tema. Acontece que a extrema-direita, como já percebemos, é inimiga da pesquisa e da ciência. Prova disso foi a nova tesourada na pesquisa anunciada pelo Governo Federal. Mais 5.613 bolsas da Capes para pós-graduação foram canceladas, em um cenário em que R$ 819 milhões foram retirados de um orçamento de R$ 4,2 bilhões neste ano.

Os números parecem altos, porém, ainda são comprovadamente baixos diante das demandas da produção cientifica e tecnológica necessárias ao Brasil, onde a maior parte das bolsas é destinada aos custeios básicos e à sobrevivência dos estudantes e pesquisadores em formação. Qualquer país que pensa, de fato, um projeto nacional soberano, precisa investir fortemente em ciência e tecnologia, sem as quais não há desenvolvimento industrial e impulsionamento socioeconômico.

Porém, a extrema-direita, que elegeu professores e a educação como inimigos nesse governo, promoveu uma ação irresponsável com a vida e a segurança dos docentes, fomentando ódio e perseguição aos servidores da educação municipal. Tudo isso, para dar início ao trabalho sujo de suas campanhas eleitorais – apoiadas sempre em mentiras, "fake news" e ameaças fantasmagóricas.

Se a jornalista Regina Villela e o deputado André Fernandes conhecessem, de fato, as creches municipais de Fortaleza, eles se dariam conta das demandas reais de nossas escolas. Saberiam a dura realidade que enfrentam professores e gestores, cotidianamente, na tentativa de desempenhar seus papéis e oferecer à população um atendimento educacional de qualidade, apesar de todo o desmonte pelo qual a educação passa.

Se conhecessem as creches e escolas públicas, proporiam melhorias na infraestrutura dos prédios, saneamento básico das comunidades e de seu entorno, políticas de fomento à cultura, esporte e lazer nos bairros, além de valorização da carreira do magistério.

Saberiam também que a educação sexual nas escolas, tratada de forma séria, profissional e qualificada, é parte do devido enfrentamento à pedofilia, ao assédio e à violência sexual contra crianças e adolescentes que, na maioria das vezes, acontece no contexto familiar.

Se estivessem mesmo preocupados com as crianças e suas famílias, tratariam de contribuir com políticas de geração de emprego e renda para a população, pois nenhuma família estará protegida enquanto seus membros passam fome. A maioria das crianças atendidas pela rede pública tem, nas creches e escolas, a garantia de suas refeições diárias, portanto, reforçar a merenda seria o foco deles.

Regina Villela e André Fernandes deveriam também se comprometer com políticas de combate ao trabalho infantil, ao contrário de Bolsonaro, que acha que isso não prejudica as crianças. O presidente e seus apoiadores, como a jornalista e o deputado, ignoram o fato de que trabalho infantil, além de atestar o fracasso das políticas sociais e negação do direito ao trabalho para a população, é um dos fatores determinantes da evasão escolar.

Deste modo, repudiamos a nefasta acusação contra professoras e professores da rede municipal de Fortaleza, bem como esperamos que essa prática criminosa de divulgação de mentiras e "fake news" seja devidamente punida na Justiça, como já está sendo buscado pela Prefeitura.

Afirmamos também todo o apoio e a solidariedade aos docentes do município de Fortaleza, especialmente da educação infantil, reconhecendo a seriedade do trabalho que realizam e sua contribuição com o desenvolvimento social de nossas crianças.

A Diretoria Colegiada do SINDSIFCE

Fortaleza, 4 de setembro de 2019

 

Confira as fontes e o vídeo citados no texto:

Parágrafo 1: Vídeo divulgado em diversos canais do Youtube e redes sociais como Facebook, como por exemplo: https://www.facebook.com/endireitafortaleza/videos/525352778215536/

 

 

Parágrafo 2: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/politica/andre-fernandes-e-processado-por-quebra-de-decoro-na-assembleia-1.2138479

 

Antepenúltimo parágrafo:

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/09/02/capes-deixa-de-oferecer-5613-bolsas-a-partir-deste-mes-e-preve-economia-de-r-544-milhoes-em-4-anos.ghtml

https://exame.abril.com.br/brasil/em-live-bolsonaro-afirma-que-trabalho-nao-atrapalha-criancas/

 

http://blogs.opovo.com.br/educacao/2017/08/05/relacao-entre-trabalho-infantil-e-evasao-escolar/

 

 

Última atualização: 04/09/2019 às 15:00:11
 
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